segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Maçarico de papo vermelho

O maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae. Existem 5 subespécies. A que ocorre sazonalmente no Brasil é a rufa. A espécie, principalmente a subespécie rufa, encontra-se em perigo iminiente de extinção devido a queda populacional rápida e recente. Um dos principais fatores para essa queda é a super-exploração do caranguejo-ferradura na Baía de Delaware, nos EUA, onde cerca de 80% da população faz uma parada para se alimentar antes de continuar a migração ao Ártico para reprodução. As aves alimentam-se dos ovos desses crustáceos, porém sem conseguirem se alimentar direito muitas não acumulam energia suficiente e morrem pelo caminho. Muitas outras também desaparecem na migração da América do Sul à Baía de Delaware.
Um dos principais pontos de invernada da espécie é na Baía Lomas, no sul da Argentina. Lá são feitas contagens anuais da espécie. Em 1989 haviam 53 mil indivíduos, em 2010 contaram 16 mil e em 2011 menos de 11 mil.
Características: Mede cerca de 24 cm de comprimento. Caracteriza-se pelo bico fino e pelas patas esverdeadas. A plumagem de inverno é essencialmente acinzentada, mas na primavera os adultos adquirem um tom cor-de-laranja.



Distribuição e Status: As diversas subespécies ocorrem praticamente no mundo todo. A subespécie que ocorre aqui (rufa) migra do Círculo Polar Ártico ao sul do Brasil, Uruguai e da Argentina, sempre em regiões costeiras e nunca dentro do continente.

Ocorrências no WikiAves

Habitat: Frequenta sobretudo zonas estuarinas de solo macio, como algumas praias e principalmente baixios de lama/areia. Esta espécie pode formar bandos enormes, de até 10 mil aves. Alimentam-se tanto de dia quanto de noite. Migram enormes distâncias entre os hemiférios sul e norte, com pouquíssimas paradas. No Brasil um dos locais mais importantes de parada é a Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul.
Reprodução: Nidifica nas regiões árticas. Monogâmico e solitário. Não é territorial. Pares bem espaçados, normalmente um casal por km2. Faz o ninho no solo de tundra ou pedras, geralmente próximo a uma moita de vegetação. Bota 3 a 4 ovos, com intervalos de 1 ou 2 dias entre cada um. Incubação demora 21 a 22 dias e é feita por ambos os sexos. As fêmeas deixam o ninho e partem em migração sul imediatamente após os ovos eclodirem. O macho permanece cuidando dos filhotes. Torna-se maturo provavelmente em torno de 2 ou 3 anos.
Alimentação: Sua dieta varia de acordo com a estação do ano: nos territórios de reprodução no Círculo Polar Ártico a espécie alimenta-se principalmente de insetos adultos e larvas (Diptera, Lepidoptera, Trichoptera, etc). Durante as migrações e áreas de invernada alimenta-se principalmente em ambientes costeiros, especialmente baixios de areia/lama e também em praias. Os principais itens consumidos nestes locais são moluscos gastrópodes e bivalvos, embora também utilize crustáceos pequenos, anelídeos e insetos. Mais raramente pode comer pequenos peixes e sementes. Na migração ao norte alimenta-se quase que exclusivamente de ovos do caranguejo-ferradura na Baía de Delaware.


Para saber mais: Maçarico-de-papo-vermelho
Pode ser avistado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe na orla marítima, baia dos canutus, barra da lagoa do peixe e ponta sul do parque, chegando no mês de setembro e indo embora no mês de abril, eventualmente pode ser avistado o ano todo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ABERTA AS INSCRIÇÕES PARA OS MINICURSOS DO 10° FESTIAVES

Estão abertas as pré-inscrições para os minicursos do 10° Festival Brasileiro das Aves Migratórias.

Inscrições CLIQUE AQUI

Feita a pré-inscrição, o candidato receberá por email o número da conta bancária para pagamento.
A inscrição só será confirmada após o envio do comprovante do depósito.
Valor das inscrições: R$ 40,00

Minicursos


1      Observação de Aves para Iniciantes – Bióloga Tietta Pivatto (Bonito/MS) - Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e Guia de Turismo especializada em Observação de Aves 

2      Introdução à Fotografia de Natureza – Biólogo / Fotógrafo Daniel De Granville (Bonito/MS) – Especializado em cursos nas áreas de fotografia, ecoturismo e observação de vida silvestre. 

3      Migração e Conservação de Aves do Estuário da Lagoa do Peixe – Prof. Dr. Maximiano Pinheiro Cirne, Biólogo e Ms Maycon Sanyvan Sigales Gonçalves, Biólogo - Universidade Católica de Pelotas, Laboratório de Ecologia e Conservação.

Maiores informações:

Prefeitura Municipal de Tavares/RS : 
Turismo (51) 3674-1054

Parque Nacional da Lagoa do Peixe/ICMBio:
(51) 3673-2435

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cardeal

O cardeal (Paroaria coronata) é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como cardeal-do-sul.
Características: Mede 18cm de comprimento. Pássaro de extraordinária beleza física e sonora. Por estas características é um pássaro muito caçado. Não há dimorfismo sexual. Imaturo pardacento, com topete ferrugíneo.


Distribuição e Status: Ocorre nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Foi introduzido na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo.

Ocorrências no WikiAves
Habitat: Assim como a maioria dos pássaros canoros, formam bandos na época de muda. Vive em bordas de arrozais, campos com vegetação alta e bordas de matas.
Reprodução: Os cardeais são territorialistas no período de reprodução. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
Alimentação: Alimenta-se de grãos.



Para saber mais: Cardeal
Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Figueiras, Trilha das Dunas e Trilha do Talha-mar.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Curicaca

A curicaca (Theristicus caudatus) é uma ave da ordem dos Pelecaniformes da família Threskiornithidae. Seu nome popular é onomatopéico, semelhante ao som do seu canto, composto de gritos fortes. Conhecida também como despertador (Pantanal), carucaca, curicaca-comum, curicaca-branca e curicaca-de-pescoço-branco. 
Características: Distinguível pela coloração clara, asas largas e bico longo e curvo. Apresenta o dorso cinzento-claro, com brilho esverdeado, rêmiges e retrizes pretas; parte das coberteiras superiores das asas é esbranquiçada, formando uma mancha clara no lado superior da asa, visível durante o vôo. O macho costuma ser um pouco maior que a fêmea, atingindo 69 cm de comprimento e cerca de 143 cm de envergadura.



Distribuição e Status: 
Presente em grande parte do Brasil onde haja vegetação aberta e lagoas, campos em solos pantanosos ou periodicamente alagados, como na Ilha de Marajó (Pará) no Pantanal, Ceará. Encontrada também no Panamá e, localmente, em todos os países da América do Sul até a Terra do Fogo, na Argentina, inclusive na região dos Andes.

Ocorrências no WikiAves


Habitat: Vive geralmente em bandos pequenos ou solitária, procurando alimento em campos de gramíneas ou em alagados. É diurna e crepuscular. Anda em pequenos grupos, que à noite se empoleiram nas árvores. Gosta de planar a grandes alturas.
Reprodução: Costuma pôr de dois a quatro ovos, em ninhos de gravetos nas árvores ou mesmo grandes rochas nos campos. Os ninhos formam colônias numerosas durante o período de reprodução. Habitam campos secos e alagados e pastagens.
Alimentação: Alimenta-se durante o dia e também ao pôr-do-sol. Tem alimentação variada, composta de insetos e larvas, centopéias, pequenos lagartos, ratos, caramujos, insetos, aranhas e outros invertebrados, anfíbios e pequenas cobras,e até mesmo passaros menores . Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa. É um dos poucos predadores que não se incomodam com as toxinas liberadas pelo sapo (Bufo granulosus), por isso este anfíbio pode fazer parte de sua dieta.


Para saber mais: Curicaca



Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe na Trilha das Figueiras, também no entorno do parque no Município de Tavares. Podendo ser observado em antenas e pequenas matas de eucalipto em que as utiliza para dormitório. Seu primeiro registro nas imediações do PNLP foi feito em fevereiro de 2007 no Município de Tavares, a partir de informações de moradores.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cardeal do banhado

O cardeal-do-banhado (Amblyramphus holosericeus) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Também conhecido por capitão, do-re-mi, joão-pinto-do-brejo e soldado. 
Características: Possui aproximadamente 23cm. Bico extremamente pontiagudo, asas largas e cauda comprida. Negro, cabeça, peito e calças escarlates. O indivíduo jovem apresenta cor de fuligem uniforme.
Manifestações Sonoras: Voz: “tjac”, “tjat-tjat”. O pio forte “uiit”. 


Distribuição e Status:
Da Argentina à Bolívia, Paraguai e Uruguai. No Brasil, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Tocantins.

Ocorrências no WikiAves
Habitat: Pântanos com água profunda, tabuais e juncais, beira de canais e rios com densa vegetação paludícola. Voa com certa dificuldade.
Reprodução: Faz um ninho fechado com entrada lateral.
Alimentação: Com as pontas de suas mandíbulas, martela igual a um Pica-pau, sobre vegetais fofos, depois “espaça” e tira a comida (frutas ou bichinhos).



Para saber mais: Cardeal-do-banhado

Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe durante todo o ano em banhados com juncos, na Trilha das Dunas e setor do Ruivo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Jaçanã

O jaçanã (Jacana jacana), do Tupi ñaha´nã é uma ave das porções Oeste da América do Sul, charadriiforme, da família dos Jacanidae. Também são conhecidas pelos nomes de aguapeaçoca, cafezinho, casaca-de-couro, ferrão, japiaçó, japiaçoca, marrequinha, menininho-do-banhado, nhaçanã, nhançanã, nhanjaçanã, piaçó, piaçoca, pia-sol e Narceja. Em certas regiões do Sul do Brasil é também conhecida por asa-de-seda.
Dá nome a um bairro famoso da cidade de São Paulo, eternizado na canção “trem das onze” de Adoniram Barbosa. Em certos lugares da África e da Austrália, as espécies de jaçanã são conhecidas como “Jesus bird”, porque parecem andar em cima da água!
Características:  Uma das aves mais comuns nos brejos e margens de rios, possui os pés enormes para seu tamanho. Além de ter os dedos longos e finos, também as unhas são muito compridas. No dedo que fica para trás, a unha é mais longa do que o próprio dedo. Esse arranjo possibilita suas caminhadas sobre as plantas aquáticas, dividindo o peso do corpo em uma larga base. Anda e corre pelas folhas das plantas boiando como se estivesse em chão seco.
Medem cerca de 23 cm de comprimento, possuindo plumagem negra com manto castanho, bico amarelo com escudo frontal vermelho, rêmiges verde-amareladas, encontro com um afiado esporão vermelho. Sua plumagem juvenil é toda branca embaixo, com as costas marrom acizentado e parte superior do pescoço e cabeça escuros. Uma listra branca inicia-se sobre os olhos e estende-se pela nuca e parte de trás do pescoço. As longas penas das asas amarelas, como no adulto, formam a única característica comum entre as duas plumagens. Parecem pertencer a outra espécie. 


Distribuição e Status:
A jaçanã (Jacana jacana Linnaeus, 1766) tem vasta distribuição nas Américas, ocorrendo a partir das Guianas até a Venezuela, Colômbia, Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Peru e Chile (Meyer de Schauensee 1982).

Ocorrências no WikiAves


Habitat: Embora sejam relativamente sociáveis em alguns locais ou épocas do ano, defendem seus territórios contra outras jaçanãs (ou cafezinhos, nome pantaneiro). As fêmeas são particularmente agressivas. Nessas ocasiões voam diretamente para o intruso, emitindo seu peculiar chamado, como uma risada fina e longa. Ao pousarem, para intimidar o invasor, mantêm as asas abertas e esticadas para o alto, destacando as penas longas, amarelas, das asas. Nessa postura, aparece o esporão amarelo do encontro das asas. Através dessas atitudes, intimidam a ave invasora. Ocasionalmente, ocorre luta corporal.
Reprodução: Vive aos casais ou em pequenos grupos, sendo a fêmea maior do que o macho. Em alguns locais, as fêmeas montam pequenos haréns de machos, os quais tomam conta dos ninhos. Os ovos ficam em estruturas formadas por talos de plantas aquáticas, flutuantes. Durante 28 dias são chocados os 4 ovos da postura, sendo papel masculino todo o trabalho de criação. Se alguma fêmea que não seja a esposa do macho aparecer, vai estraçalhar os ovos enquanto o macho só fica olhando, por causa de amnésia, acaba acasalando com ela no final. Os filhotes recém-nascidos andam sobre a vegetação no primeiro dia após nascerem e logo perdem a penugem branca da barriga e castanha das costas. 
Alimentação: Nas plantas, ou logo abaixo delas, encontra os insetos e outros invertebrados de sua alimentação. Come também grãos. 
 
 
 Para saber mais: Jaçanã
Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe durante todo o ano em banhados e áreas alagadas, na Trilha das Dunas, Trilha do Talha-Mar e setor do Ruivo

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Colhereiro

O colhereiro (Platalea ajaja) é uma ave pelecaniforme da família Threskiornithidae. Também conhecido como ajajá e colhereiro-americano.

Mundialmente não está ameaçado de extinção, porém encontra-se em perigo em algumas localidades, como no Pantanal e no estado de Minas Gerais. O colhereiro é uma ave indicadora da boa qualidade ambiental, pois é muito sensível e não resiste à poluição e à contaminação do meio ambiente, principalmente da água.
Características: O colhereiro tem um comprimento médio de cerca de 81 cm. O formato de seu bico, que é comprido e possui uma “colher” na extremidade, deu origem a seu nome popular.
 


Distribuição e Status:
Sua distribuição geográfica abrange do Nordeste do Brasil ao Rio Grande do Sul, bem como na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Ocorrências no WikiAves

Habitat: Habita ambientes aquáticos, como praias lamacentas e manguezais, e realiza migrações sazonais. O colhereiro, também conhecido por ajajá, é um animal gregário, ou seja, que vive em bandos.
Reprodução: Têm uma parada nupcial elaborada, que inclui batimentos de bico e ofertas mútuas de galhinhos. Ele nidifica em colônias e constrói o ninho com gravetos e talos secos de gramíneas em árvores. As colônias costumam ser mistas, englobando outras espécies de aves, como biguás e garças. A fêmea geralmente realiza a postura de 2 a 3 ovos que são incubados por cerca de 22 dias. Após 6 semanas o juvenil começa a voar e aos 3 anos de idade atinge a maturidade sexual e apresenta a plumagem adulta. Chega a viver entre 10 e 15 anos.
Alimentação: Peneira a água, sacudindo e mergulhando o bico à procura de alimento, dentre eles peixes, pequenos anfíbios, insetos, camarões, moluscos e crustáceos. A presença de algumas substâncias nestes itens alimentares, chamadas carotenóides, dão uma coloração rosada ao colhereiro, que se torna mais intensa na época reprodutiva.

Para saber mais: Colhereiro
Pode ser avistado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Dunas, Trilha do Talha-Mar e sul do parque.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ave da semana

Continue votando para escolher qual ave do Parque Nacional da Lagoa do Peixe você quer conhecer? A cada semana, a mais votada ganhará uma publicação aqui no blog.
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terça-feira, 16 de julho de 2013

Azulão

O azulão (Cyanoloxia brissonii) é uma ave passeriforme da família Cardinalidae. Também é conhecida pelos nomes de azulão-bicudo, azulão-do-nordeste, azulão-do-sul, azulão-verdadeiro, guarundi-azul, gurandi-azul, gurundi-azul e tiatã.
Características: De bico avantajado e negro. O macho é totalmente azul-escuro, com partes azuis brilhantes. A fêmea e os filhotes são totalmente pardos com as partes inferiores um pouco mais claras. Canto Sonoro e melodioso. Emite um canto diferente no crepúsculo e pela madrugada.
As populações do Sul do Brasil, possuem tamanho corporal mais avantajado, quando comparado com as do Nordeste.



Distribuição e Status:
Sua distribuição geográfica abrange do Nordeste do Brasil ao Rio Grande do Sul, bem como na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Ocorrências no WikiAves
Habitat: É encontrada na beira de pântanos, matas secundárias e plantações.
Esta ave é territorialista. Não é possível vê-la em bando. Se existe um casal em certa localização, só será possível encontrar outro casal em uma certa distância. Os filhotes de azulão ficam com seus pais até um certo tempo, depois já partem para uma vida “independente”, pois o instinto territorialista do azulão não o deixará ficar por perto após estar na fase adulta. Assim, o filhote terá que achar seu próprio território e sua parceria para acasalamento. Se um macho invade o território de outro, com certeza haverá um conflito, e será bem violento. Por isso existe um certo respeito entre as aves e seus territórios, mas sempre há aquele mais valente que, por território ou por uma fêmea, entrará em conflito e conquistará o desejado.
Reprodução: O azulão se reproduz entre setembro e fevereiro, constrói seu ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos.
Alimentação: Sua alimentação é bem variada, sobretudo de sementes, frutas e insetos.
Azulão macho

Azulão fêmea
Para saber mais: Azulão
Pode ser encontrado em quase toda zona de mata molhada do Parque Nacional da Lagoa do Peixe.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Trinta-réis-real

O Trinta-réis-real (Thalasseus maximus) é uma ave Charadriiforme da família Sternidae. É a maior espécie de trinta-réis em nosso País.
Características: Mede de 48 a 53 cm de comprimento e pesa de 350 a 450 gramas. Possui muitas semelhanças com as gaivotas, tanto na aparência quanto nos hábitos. Maior de todos os trinta-réis gaúchos. Apresenta topete nucal proeminente. Tarso preto, bico laranja-avermelhado e íris marrom.


Distribuição e Status:
Escasso, provavelmente residente, encontrado em localidades dispersas em praias de mar no Rio Grande do Sul. Registrada junho a setembro, novembro, fevereiro e abril. É considerada residente, com status assumido mas não confirmado.
Ocorrências no WikiAves

Habitat: Vive em pequenos bandos sobre rochas costeiras.
Comportamento: Voa vagarosamente, batendo as asas muito compridas em movimento que lembra de uma gaivota.
Reprodução: Após a primavera e o verão, alguns casais nidificam sob o sol brasileiro, nos costões rochosos do litoral sudeste e possivelmente nos cordões de dunas costeiras do RS. Cada fêmea coloca de um a dois ovos, e os filhotes recebem cuidados até os 8 meses de vida.
Alimentação: Alimenta-se principalmente de peixes. Costuma voar bem alto sobre a água, mergulhando no mar em busca de suas presas. Come também insetos e, eventualmente, ovos ou filhotes de outros pássaros. Pode roubar comida de outras aves marinhas.
Para saber mais Trinta-réis-real
Pode ser encontrado nas praias do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, e principalmente na barra da lagoa do peixe.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Talha-mar

O Talha-mar (Rynchops niger) é conhecido também como Corta-água, Talha-mar-preto, Corta-mar, Bico-rasteiro, Gaivota-de-bico-tesoura e Paaguaçu.

Características: Mede cerca de 50 cm de comprimento. Vive cerca de 20 anos.



Distribuição Geográfica:
Presente nos grandes rios e lagos do Brasil, sendo encontrado na costa durante as migrações. Ocorre ainda desde os Estados Unidos até a Terra do Fogo, na Argentina.

Ocorrências no WikiAves

Habitat: Habita praias de grandes rios e lagos, estuários e praias ao longo da costa. Vive em grupos maiores apenas durante o período reprodutivo, e aos pares ou em pequenos grupos, fora deste. Frequentemente é visto descansando nas praias em meio a outras espécies, como gaivotas e trinta-réis.
Reprodução: Faz ninho em colônias, escavando um buraco na areia em praias de grandes rios da Amazônia e do Centro-oeste. Põe de 2 a 4 ovos amarelados, manchados de marrom escuro, principalmente na extremidade maior, que incuba por 21-26 dias. A captura de ovos pelo homem representa uma ameaça às colônias de algumas regiões acessíveis.
Alimentação:  Pesca geralmente durante o crepúsculo e à noite, voando rente à água e com a parte inferior do bico mergulhada, como se estivesse arando. Captura peixes e camarões próximos à superfície, sem jamais mergulhar a cabeça.


Para saber mais: Talha-mar
Pode ser encontrado o ano todo no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, do Setor Véia Terra ao Sul do Parque
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Coruja-de-igreja

Coruja-das-torres, coruja-da-igreja, rasga-mortalha (Maranhão, Pernambuco) ou suindara, é uma espécie de coruja muito comum no Brasil, bastante conhecida por nidificar em torre de igrejas e locais habitados (razão de um de seus nomes comuns).
Está entre as aves mais “úteis” do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consomem muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas.

Características: É uma espécie muito especializada, caça suas presas localizando-as principalmente pela audição. Possui dois discos faciais bem destacados, em forma semelhante a um coração, que ajuda a levar o som até a entrada dos ouvidos externos. Essa é uma estruturação única, separando-a das demais corujas em uma família especial, a Tytonidae.

Foto do WikiAves
  
Distribuição Geográfica:
Amplamente encontrada em todos os continentes exceto em regiões muito frias. Ocorre em todo Brasil.

Ocorrências no WikiAves

Habitat: De hábitos noturnos, prefere presas vivas. Se perturbadas, balançam o corpo lateralmente. Amendrontadas e sem poder fugir, jogam-se de barriga para cima, enfrentando o perigo com as poderosas garras que lançam para frente.
Grito fortíssimo, “chraich” (“rasga-mortalha”), que emite freqüentemente durante o vôo. Quando se assusta durante o dia ou quando quer amedrontrar, bufa fortemente podendo estalar com o bico. Um roncar, igualzinho ao roncar do homem, emitido no período de acasalamento, entoado em dueto pelo casal, a fêmea responde nos intervalos que o macho intercala; semelhante roncar é proferido amiúde pelos filhotes que se traem assim no ninho. Um sibilar rítmico, emitido no lugar de dormida diária. Desafia uma seqüência de “tic-tic-tic…”, durante o vôo à noite. 
Reprodução: Põe de 4 a 7 ovos, que incubará durante uns 32 dias. Dentro de 50 dias os filhotes já estão aptos a voar. Normalmente, não se separam de seus pais até os 3 meses de vida.
Alimentação: É uma grande caçadora de ratos, sejam silvestres, sejam espécies introduzidas de fora das Américas. Como todas as corujas, ingere o alimento inteiro. No estômago, há a separação dos pêlos, ossos e outras partes não digeríveis, as quais formam pelotas, posteriormente regurgitadas em seu pouso tradicional. A análise dessas pelotas, indica o alimento ingerido pela espécie. Por esse método, descobriu-se no interior de São Paulo, que duas suindaras mudavam seu alimento conforme a época do ano. No período do inverno, cerca de 90% das pelotas era formada por restos de roedores e 7% de gafanhotos. Já no verão, o inverso. Além de insetos e roedores, apanha morcegos, pequenos marsupiais, anfíbios, répteis e aves.




Para saber mais: Coruja-de-igreja

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Vira-pedras

O Vira-pedras (Arenaria interpres) é uma ave Charadriiforme da família Scolopacidae. Também conhecido como Maçarico-turco.

Características: Mede de 21 a 26 cm. e pesa de 84 a 190g. Cabeça, pescoço, garganta, e peito pretos e branco, com partes inferiores brancas nos adultos, e marrom no imaturo. Apresenta uma faixa branca na asa que lhe confere uma característica marcante e diagnóstica quando em vôo. Duas subespécies reconhecidas, sendo que a brasileira é Arenaria interpres morinella. Não apresenta dimorfismo sexual.



Distribuição Geográfica:
Arenaria interpres interpres: Nordeste do ártico canadense, Groenlândia, norte da Eurasia e noroeste do Alasca, inverna na Europa ocidental, Africa, sul da Asia, Australasia, ilhas do pacífico sul, e costa oeste da América do Norte;

Ocorrências no WikiAves

Habitat: Passa o inverno em costas rochosas e pedregosas, praias arenosas com plantas marinhas e recifes expostos. Relativamente manso, vive frequentemente em bandos.
Reprodução:  Procria em planícies costeiras pedregosas, declives e planos pantanosos, e tundra. Monógamo e solitário. Procria de maio a julho. Os ninhos são abertos ou escondidos em vegetação elevada. A ninhada contém dois a quatro ovos, incubação de 22 a 24 dias; deixa o ninho em 19 a 21 dias.
Alimentação: Cata insetos, crustáceos, moluscos, vermes, equinodermos, peixes, carne putrefata e algumas vezes ovos de aves. Revira pedras, conchas, e plantas marinhas com o bico, capturando presas deste modo expostas; empurra grande objetos com o peito.
Pode ser avistada nos meses de outubro até abril em toda a orla marítima do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, sendo sua maior concentração na barra da lagoa do peixe. No final de março é possível encontrar grandes bandos na beira da praia, reunidos para dar inicio a sua migração ao hemisfério norte.

Para saber mais:   Vira-pedras

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tachã

A tachã é uma ave anseriforme da família Anhimidae. Também conhecido por Inhuma poca, Chajá, Anhuma do pantanal e Tachã do sul.

Características: De coloração pardo-acinzentada escura, com algumas manchas brancas, cabeçuda e topetuda. O pescoço é contornado por uma gola negra realçada por uma segunda penugem branca. A face superior da asa é negra, com grande área branca visível durante o vôo, a face inferior da asa é totalmente branca. Região perioftálmica, anel nu ao redor do pescoço (nem sempre visível), pernas são vermelhas. Não há dimorfismo sexual, as fêmeas são menores que os machos. As patas são curtas e fortes e os três dedos da frente estão unidos por uma membrana interdigital rudimentar. Altura média de 80 cm e peso em torno de 4kg. Grande habitante dos brejos, com formato e características únicas. O corpo, pernas e pés são enormes em relação à cabeça, pequena e com um penacho na nuca. Em vôo, mostra uma grande área branca sob a asa. Possui um esporão vermelho no cotovelo da asa, visível quando está pousada ou voando. Apesar do aspecto agressivo, não é usado como arma de ataque, servindo para comunicação entre as tachãs.
Destaca-se pelo chamado alto, feito por um indivíduo ou pelo casal, em dueto. Pode gritar a qualquer momento do dia, avisando sobre sua presença ou de intrusos, atraindo a raiva dos caçadores, ao espantar a presa. Esse chamado é mais grave no macho do que na fêmea, esta mais esganiçada, e é interpretado como dizendo “tachã” (“tarrã” no Rio Grande do Sul).


 Distribuição Geográfica: Ocorre no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Região Sul.
Ocorrências no WikiAves


Habitat: Forma grandes bandos para pernoitar nos banhados, ficando em pé na água rasa.
Reprodução:  É monogâmica e territorialista. Constrói um enorme ninho com junco ou vegetação aquática nos banhados. Coloca de 2 a 7 ovos, chocados durante cerca de 45 dias. Geralmente o macho passa mais tempo chocando os ovos, revezando com a fêmea quando precisar se alimentar mas nunca deixam o ninho sozinho. Os filhotes saem do ninho logo depois de nascerem ou no dia seguinte, cobertos com penugem semelhante a dos patinhos. Caminham com os pais, ficando imóveis e escondidos na vegetação ao primeiro grito de alerta. Os juvenis recebem os cuidados parentais de ambos os progenitores durante 3 a 4 meses. Os filhotes nascem com plumagem densa, marrom-amarelada. Por volta dos 5 meses completam a plumagem e podem voar.
Alimentação: Alimenta-se, principalmente, de folhas de plantas aquáticas, apanhadas enquanto caminha pelo brejo ou nas margens, assim como insetos e moluscos.

Pode ser avistada o ano inteiro no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, nos banhados da Trilha das Dunas, na Trilha do Talha-Mar e no Setor Chica ao sul do parque.



Para saber mais:   Tachã

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Papa-piri


O Papa-piri é uma ave Passeriforme. Essa espécie está sem família definida pelo CBRO na Lista de Aves do Brasil de 25 de janeiro de 2011. Conhecido também como Bonito-do-piri.

Características: Espécie de pequeno porte (apenas 11 centímetros) é inconfundível por sua plumagem colorida, sendo possível identificar oito cores: na região das costas, verde brilhante, mesclando tons diversos e modificando-se de acordo com a inclinação e intensidade da luz; a cabeça é negra, com a região da nuca vermelha, faces azuis e longa linha amarela próxima aos olhos; a garganta é amarelo-clara, quase esbranquiçada, tornando-se um amarelo mais intenso ao longo do peito e abdômen; as asas são negras, com algumas manchas brancas; as pernas são pretas e a íris, cor de creme.


Distribuição Geográfica: Presente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (região dos lagos/litoral). No inverno alguns indivíduos podem atingir o interior de Santa Catarina e o Paraná (Ridgely and Tudor -“Field Guide to the Songbirds of South America” - 2009). Encontrado também no Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Ocorrências no WikiAves

Habitat: É localmente comum em brejos, taboais e juncais altos. Voa com freqüência à pouca altura, entre moitas de vegetação, e pousa em locais abertos, quando torna-se bastante visível. Movimenta-se constantemente, às vezes permanecendo de cabeça para baixo na vegetação.
Reprodução: Para construção de seu ninho utiliza folhas de junco molhadas.
Alimentação: Alimenta-se de insetos conseguidos nos ramos de taboas ou na vegetação flutuante.

Pode ser avistada o ano inteiro no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em banhados de juncos, principalmente no Setor do Ruivo e na Trilha das Dunas.

 Para saber mais: Papa-piri no WikiAves

terça-feira, 21 de maio de 2013

Escolha a Ave da Semana

Que ave do Parque Nacional da Lagoa do Peixe você quer conhecer? A cada semana, a mais votada ganhará uma publicação aqui no blog.
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Batuíra-do-peito-tijolo


A Batuíra-de-peito-tijolo (Charadrius modestus) é uma ave charadriiforme da família Charadriidae. 

Características: Mede 19 cm de comprimento, é de cor parda, com faixa superciliar e abdômen brancos. Na plumagem nupcial tem peito avermelhado.

 Distribuição Geográfica: no extremo sul do continente e chega, em migração, ao Rio Grande do Sul.
Ocorrências no wikiaves
Habitat: Vive em praias lacustres ou litorâneas.
Reprodução: Reproduz na primavera e verão nos pastos no interior da Terra do Fogo, Sul de Santa Cruz e Ilhas Malvinas. 
Alimentação: baseada em sementes, frutos e pequenos invertebrados.

Chega ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no mês de abril e fica até inicio de setembro, podendo ser avistada nas trilhas do Talha-Mar, Figueira, na Barra da Lagoa do Peixe, praias adjacentes e Setor do Manduca.


Material de referência: Guía de las Aves Playeras y Marinas Migratórias del sur de América del Sur (Adriana Cafferata)
Para saber mais:   Batuira-do-peito-tijolo no wikiaves

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Flamingo


Flamingo-chileno


O Flamingo-chileno (Phoenicopterus chilensis) é uma ave Phoenicopteriformes da família Phoenicopteridae. 

Características: Mede de 96 a 107 cm e pesa cerca de 2,3 kg. A fêmea é aproximadamente 10% menor que o macho. O terço interno do bico é rosa, o restante preto, enquanto pernas são rosa com rosa mais escuro nas juntas. O jovem é cinza amarronzado.
Distribuição Geográfica: Peru, Chile, Bolivia, e Argentina até Terra do Fogo. No Brasil se encontra no sul e sudeste.
Ocorrências no WikiAves
Reprodução: Põe um único ovo em ninho de lama perto ou sobre água rasa. A época de procriação é ditada pelas chuvas ao invés das estações. Nidifica em densas colônias, em até vários milhares de casais. O período de incubação é de 27 a 31 dias; o jovem está pronto para voar em 70 a 80 dias. Ambos os pais incubam e cuidam dos jovens, que se juntam em grupos. A produtividade é muito variável, com completa falha em alguns anos.
Habitat: Vive em lagos e lagoas salinos e alcalinos rasos.
Alimentação: Se alimenta de invertebrados aquáticos, sementes e algas em água rasa e lama. Podendo deslocar-se até 500km por dia em busca de alimento.
 
Chega ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no mês de abril e fica até setembro, em alguns casos podendo ser avistada o ano inteiro no parque. Pode ser encontrado nas trilhas do Talha-Mar, Figueira, na Barra da Lagoa do Peixe, em quase todo corpo lagunar da lagoa do peixe.



Para saber mais:   Flamingo-chileno 



O Flamingo-andino
Fonte: www.atacamaphoto.com

O Flamingo-andino (Phoenicoparrus andinus) é uma ave Phoenicopteriformes da família Phoenicopteridae.

Características: Mede de 40 a 43 cm e pesa cerca de 6 kg. Os machos são geralmente maiores que as femeas. Possui pernas amarelas, seu pescoço é muitas vezes um rosa mais profundo od que suas costas e a parte inferior. Suas asas negras se destacam quando em inativos contra o corpo e no final da cauda do pássaro.
Distribuição Geográfica: Cordilheira dos Andes, Chile, Bolívia, Peru e Argentina. Algumas vezes são avistados no Brasil.
Habitat Habita certas áreas da Cordilheira dos Andes, como a Puna de Atacama e no altiplano.
Alimentação: Alimenta-se de algas e pequenos crustáceos que dão às suas penas a coloração rosadada, e que encontra em lagos de água doce e lagunas de água salgada, notavelmente na laguna Colorada.
 
Chega ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no mês de abril e fica até setembro, pode ser encontrado em quase todo corpo lagunar da lagoa do peixe.

OBS: Pouco se sabe sobre esta espécie


Para saber mais:   Flamingo-andino