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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Batuíra de coleira dupla

A batuíra-de-coleira-dupla (Charadrius falklandicus) é uma ave Charadriiforme da família Charadriidae.
Características: Mede 19 cm de comprimento. Pode ser facilmente reconhecida pelo duplo colar peitoral, que dá origem ao seu nome.



Distribuição e Status: Visitante meridional incomum encontrado no Rio Grande do Sul. Durante o inverno, alcança o litoral sul de São Paulo.


Ocorrências no WikiAves

Habitat: É comum em estuários e praias arenosas.
Reprodução: Esta batuíra nidifica regularmente ao sul do continente, sendo que uns poucos casais podem nidificar na Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul. Os ninhos são feitos em arranhões superficiais em pastagens ou atrás da praia. Dois a quatro ovos são colocados a partir de outubro, com período de incubação de 4 semanas. Os filhotes abandonam o ninho cedo, e muitas vezes são vistos correndo ao longo da praia acompanhado por seus pais
Alimentação: Adultos e jovens alimentam-se de uma grande variedade de insetos e outros invertebrados encontrados entre a vegetação costeira e algas.


Para saber mais: Batuira-de-coleira-dupla
Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe na faixa de praia do parque, na Trilha dos Flamingos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Coruja-buraqueira

A coruja-buraqueira (Athene cunicularia) é uma ave strigiforme da família Strigidae. Com o nome científico cunicularia (“pequeno mineiro”) recebe esse nome, pois vive em buracos cavados no solo. Vivem no mínimo 9 anos em habitat selvagem. Costumam viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos. Também são conhecidas pelos nomes de caburé-de-cupim, caburé-do-campo, coruja-barata, coruja-do-campo, coruja-mineira, corujinha-buraqueira, corujinha-do-buraco, corujinha-do-campo, guedé, urucuera, urucuréia, urucuriá, coruja-cupinzeira (algumas cidades de Goiás) e capotinha. 

Características: Ave de pequeno porte, seu tamanho médio é de 23 centímetros. Possui a cabeça redonda, sem penachos e os olhos estão dispostos lado a lado, num mesmo plano. As sobrancelhas são brancas e os olhos amarelos. A coloração é cor-de-terra, mimética, podendo apresentar plumagem em tons de ferrugem causada por solos de terra roxa (coloração adventícia). Ao contrário da maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. Tem voo suave e silencioso. Ela tem que virar a pescoço, pois seus grandes olhos estão dispostos lado a lado num mesmo plano. Essa disposição frontal proporciona à coruja uma visão binocular (enxerga um objeto com ambos os olhos e ao mesmo tempo). Isso significa que a coruja pode ver objetos em três dimensões, ou seja, com altura, largura e profundidade. Os olhos da coruja-buraqueira são bem grandes, em algumas subespécies de corujas são até maiores que o próprio cérebro, a fim de melhorar sua eficiência em condições de baixa luminosidade, captando e processando melhor a luz disponível. Além de sua privilegiada visão, a buraqueira possui uma ótima audição, conseguindo localizar sua presa com apenas este sentido. Não possuem topetes na orelha, têm um disco facial aplainado. Sua sobrancelha é branca, possui um remendo branco no queixo, que se assemelha a uma boca grande desenhada. As corujas adultas possuem um tom de cor forte, têm o peito e a barriga com coloração parda, traços cor de terra, variações de marrom, que lembram manchas e barras. As corujas jovens são similares na aparência, mas são gorduchinhas, desengonçadas, com as penas descabeladas e coloração leve. Seu peito é totalmente branco, sem as variações marrons, possuem uma barra amarela passando por toda asa superior. Os machos e as fêmeas são similares no tamanho e na aparência, entretanto os machos adultos são ligeiramente maiores e as fêmeas, normalmente, mais escuras que o macho. O maior inimigo da coruja buraqueira é o homem, visto que, por ser uma ave de rapina, essa espécie quase não tem predadores naturais. Entretanto, o danoso trânsito de carros sobre a vegetação da praia é o principal fator da destruição da coruja buraqueira, juntamente com outras espécies da fauna da praia que compõem a cadeia alimentar, pois, ao passarem sobre a boca dos ninhos, esses veículos soterram o túnel, matando mãe e filhotes asfixiados debaixo da camada de areia em que se encontram. 


Distribuição e Status: Ocorre do Canadá à Terra do Fogo, bem como em quase todo o Brasil com exceção da bacia Amazônica. Já existem registros fotográficos comprovando a ocorrência da coruja buraqueira (Athene cunicularia) em todos os Estados brasileiros, incluindo a bacia Amazônica. Excessão de registro fotográfio até o momento, é tão somente para o Amapá.

Ocorrências no WikiAves
Habitat: Costuma viver em campos, cerrados, pastos, restingas, planícies, praias, aeroportos e terrenos baldios em cidades. Coruja terrícola, tem hábitos diurnos e noturnos, mas é ativa, principalmente durante o crepúsculo, quando faz uso de sua ótima audição. Tem o campo visual limitado, mas essa deficiência é superada pela capacidade de girar a cabeça até 270 graus, o que ajuda na focalização.
Ocupa ambientes alterados pela ação humana, inclusive cidades e pistas de pouso ou aeroportos. A coruja-buraqueira possui um comportamento peculiar, além dos próprios feitos pelas corujas, por ser vista durante o dia e ficar pousada, ereta, em locais expostos ou no solo, em postes, troncos, muros, em cima de cactos etc. Tem o hábito de ficar sobre uma perna, o que não é copiado por outras corujas. Utiliza um buraco não somente para assentamento, mas para descansar, esconder-se, como um refúgio durante o dia e construir ninhos, normalmente ocupados por um casal. É uma coruja tímida, mas é ligeiramente tolerante à presença humana. Cava seus próprios buracos com a ajuda dos pés e do bico, ficando até mesmo toda suja na construção da toca, mas ela prefere os buracos já feitos, abandonados por outros animais como os tatus, cachorros-da-pradaria, texugos ou esquilos de chão. Na chegada da primavera, a buraqueira macho escolhe ou escava um buraco, normalmente em regiões de capim baixo, onde prenda com facilidade insetos e pequenos roedores no solo. O casal se reveza, alargando o buraco, cavando uma galeria horizontal usando os pés e o bico e, por fim, forrando a cavidade do ninho com capim seco. As corujas foram observadas em colônias, havendo uma área pequena de buraco para buraco. Tais agrupamentos podem ser uma resposta a uma abundância de buracos e alimento ou uma adaptação para a defesa mútua. Os membros da colônia podem alertar-se à aproximação dos predadores e juntar-se e fugir. Essas corujas têm o costume de coletar uma larga variedade de materiais para revestir seu ninho. O material mais comum é o estrume, que é colocado dentro da câmara do ninho e em volta da entrada. Acreditava-se que a coruja fazia isso para encobrir o cheiro dos ovos e dos filhotes, a fim de protegê-los de predadores, como os texugos-americanos. No entanto, foi descoberta uma utilização mais nutritiva e criativa. As tocas com estrume contêm dez vezes mais besouro-do-estrume do que as das corujas que não usam estrume. Isso ocorre porque os besouros, cuja própria atividade nidificadora consiste em achar estrume para depositar seus ovos, acabam sendo atraídos pelas buraqueiras. Assim, o estrume proporciona alimento fácil para as fêmeas incubadoras e, é claro, também para os próprios machos, que passam a maior parte do tempo protegendo os buracos dos ninhos e por isso não têm oportunidade de caçar. Esse esterco também serve para ajuda a controlar o microclima dentro da cova, não o deixando quente demais. A qualquer sinal de perigo, a coruja buraqueira emitem um som alto, forte e estridente. Esse alarme é dado durante o dia, chamando a atenção para a coruja. Os filhotes, ao escutarem o alerta, entram no ninho, enquanto os adultos voam para pousos expostos e atacam decididamente qualquer fonte de perigo para os filhos. Eles também fazem outros sons que são descritos como pancadas e gritos, que é parecido com “piá, piar, piaaar”. Quando as buraqueiras emitem esses sons, normalmente estão movimentando a cabeça, para baixo e para cima. Os filhotes também emitem sons: quando perturbados, produzem um som que lembra o de uma cascavel, espantando assim os predadores.
Reprodução:  A reprodução da coruja-buraqueira começa entre março ou abril. Faz seus ninhos em cupinzeiros, buracos de tatu e buracos na areia em regiões litorâneas, costumando cavar túneis de até 2 metros e forrar o fundo com capim seco. O casal se reveza, alarga o buraco, cava uma galeria horizontal usando os pés e o bico e por fim forra a cavidade do ninho com capim seco. As covas possuem, em torno de 1,5 a 3 metros de profundidade e 30 a 90 centímetros de largura. Ao redor acumula estrume e se alimenta dos insetos atraídos pelo cheiro. Botam, em média de 6 a 11 ovos; o número mais comum é de 7 a 9 ovos. A incubação dura de 28 a 30 dias e é executada somente pela fêmea. Enquanto a fêmea bota os ovos, o macho providencia a alimentação e a proteção para os futuros filhotes. Os cuidados da cria, enquanto ainda estão no ninho são tarefa do macho. Os filhotes saem do ninho com aproximadamente 44 dias e começam a caçar insetos quando estão com 49 a 56 dias. Os filhotes, ao escutarem o alerta, entram no ninho, enquanto os adultos voam para pousos expostos e atacam decididamente qualquer fonte de perigo para os filhos. Podem defender o ninho, voando em direção a um predador potencial, inclusive pessoas, desviando no último momento, visualizada várias vezes vocalizando e espantando invasores como cachorros e gatos.
Alimentação: É uma predadora de pequeno porte com hábito carnívoro-insetívoro, sendo considerada generalista por consumir as presas mais abundantes de acordo com a estação, tendo preferência por roedores. As ordens de insetos consumidas são: coleópteros (besouros), ortóptera (grilos e gafanhotos), díptera, himenóptera. Entre os vertebrados consumidos, são representados pelos: roedentia, marsupialia, amphibia, répteis squamata, microquiroptero (morcegos verdadeiros). 

Para saber mais: Coruja-buraqueira
Pode ser encontrada no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Dunas, Trilha do Talhamar, Trilha das Figueiras e ponta sul do parque.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Caracará

Também conhecido como carcará, carancho, caracaraí (Ilha do Marajó) e gavião-de-queimada, o caracará (Caracara plancus) não é, taxonomicamente uma águia, e sim um parente distante dos falcões. Ocorre em campos abertos, cerrados, borda de matas e inclusive centros urbanos de grandes cidades.

Características: Medindo cerca de 56 centímetros da cabeça a cauda e 123 centímetros de envergadura, o caracará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que assemelha-se à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo “carijó”; patas compridas e de cor amarela; em voo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas. Deve seu nome à vocalização que emite. 


Distribuição e Status: Possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes. Sua maior população se encontra no sudeste e nordeste do Brasil. 

Ocorrências no WikiAves


Habitat: Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem, como aconteceu no leste do Pará. Pousa em árvores ou cercas, sendo freqüentemente observado no chão, junto à queimadas e ao longo de estradas. Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador, costuma acompanhar as correntes de ar ascendentes. Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas.
Para avisar os outros caracarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui uma chamado que origina o seu nome comum, “caracará”. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som (algumas espécies de aves de rapina tem o mesmo habito de dobrar o pescoço para trás quando emitem som).
Reprodução: Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninho de outras aves também. Os dois ovos brancos manchados de marrom-avermelhado são incubados durante 28 a 32 dias, com o filhote voando no terceiro mês de vida.
Alimentação: Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista assim como o seu parente próximo, o carrapateiro (Milvago chimachima). Onívoro, alimenta-se de quase tudo o que acha, de animais vivos ou mortos até o lixo produzido pelos humanos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças, colhereiros e tuiuiú (Jabiru mycteria); arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas. É muito comum ser avistado ao longo das rodovias para alimentar-se dos animais atropelados. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros caracarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça e é comumente visto voando ou pousado junto a urubus pacificamente, principalmente ao longo de rodovias ou nas proximidades de aterros sanitários e locais de depósito de lixo. Dois hábitos pouco conhecidos são a caça de crustáceos nos manguezais (seja entrando na água para abocanhar os que estão perto, ou percorrendo o mangue a pé, na maré baixa) e a pirataria (o fato de perseguir gaivotas e águias-pescadoras (Pandion haliaetus), forçando-as a deixar a presa cair, que apanha em voo).


Para saber mais: Caracará
Pode ser encontrada no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Dunas, Trilha do Talhamar, Trilha das Figueiras e ponta sul do parque.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Canário-da-terra-verdadeiro

O canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), conhecido também como canário-da-horta, canário-da-telha (Santa Catarina), canário-do-campo, chapinha (Minas Gerais), canário-do-chão (Bahia), coroinha, canário-da-terra e cabeça-de-fogo, é uma ave admirada pelo canto forte e estalado e por isso é frequentemente aprisionada como ave de cativeiro (está entre as 10 mais apreendidas, segundo o IBAMA) mesmo tal ato sendo considerado crime federal inafiançável pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Graças a ação das autoridades e da conscientização da população, registros do canário-da-terra-verdadeiro vêm se tornando mais freqüentes nos últimos anos.

Características: Tamanho aproximado: 13,5 centímetros. Peso médio: 20 gramas. Cor amarelo-olivácea com estrias enegrecidas nas costas e próximo das pernas. Asas e cauda cinza-oliva. A íris é negra e o bico tem a parte superior cor de chifre e a inferior é amarelada. As pernas são rosadas. A fêmea e o jovem tem a parte superior do corpo olivácea com densa estriação parda por baixo, com as penas e cauda e tarso quase enegrecidos. Com 4 a 6 meses de idade, os filhotes machos já estão cantando, e levam cerca de 18 meses para adquirir a plumagem de adulto.


Distribuição e Status: Está presente do Maranhão ao sul até o Rio Grande do Sul e a oeste até o Mato Grosso, bem como nas ilhas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Encontrado localmente também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Ocorrências no WikiAves
Habitat:Vive em campos secos, campos de cultura e caatinga, bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais, pastagens abandonadas, plantações e jardins gramados, sendo mais numeroso em regiões áridas. Costuma ficar em bandos quando não está em período de acasalamento. Vive em grupos, às vezes de dezenas de indivíduos. O macho tem um canto de madrugada bem extenso e áspero, diferente do canto diurno. O canto de côrte é melodioso e baixo, acompanhado de um display parecido com uma dança em volta da fêmea.
Reprodução: Faz ninhos cobertos, na forma de uma cestinha, em lugares que variam desde uma caveira de boi até bambus perfurados. Freqüentemente utiliza ninhos abandonados de outros pássaros, sobretudo do joão-de-barro. Pode fazer ninhos em forma de cesta em plantas epífitas (orquídeas e bromélias), em buracos de telhas e outros locais que ofereçam proteção. A fêmea põe em média 4 ovos que são chocados por 14 ou 15 dias.
Alimentação: Alimenta-se de sementes no chão. É uma espécie predominantemente granívora (come sementes). O formato do bico é eficiente em esmagar e seccionar as sementes, sendo portanto, considerada predadora e não dispersora de sementes. Ocasionalmente alimenta-se de insetos. Costuma frequentar comedouros com sementes e quirera de milho.



Pode ser encontrada no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Dunas, Trilha do Talhamar, Trilha das Figueiras e ponta sul do parque.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Maçarico-acanelado

O Maçarico-acanelado (Tryngites subruficollis) é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae

Características: Mede 20 cm de comprimento. Bico preto e curto; pernas amarelas. Adulto com coroa e partes superiores escamadas de marrom-escuro e pardo; face e partes inferiores pardas, crisso mais claro; um anel ocular claro destaca o olho escuro na face “lisa”. Jovem com escamado marrom e branco por cima, mais acentuado que no adulto. Em voo, as penas de voo escuras fazem algum contraste com as coberteiras marrons; branco contrastante por baixo da asa. Atraente e muitas vezes manso, é difícil ser confundido. 


Distribuição e Status: Migrador de longa distância. Em setembro é encontrado no norte da Argentina, também no Uruguai e sul do Brasil.

Ocorrências no WikiAves
Habitat: Migrante boreal raro, em áreas de capim baixo; aparece também em areais ao longo de rios, sobretudo durante a migração para o sul. Ocorre longe da água, ocasionalmente em pequenos bandos; caminha em silêncio, movendo a cabeça, com aspecto simpático. Se espantado, dá um longo voo, faz uma volta e retorna à mesma área.
Reprodução: Reproduz no Circulo Polar Ártico, e no extremo norte do Alaska e Canadá. O macho se acasala com mais de uma fêmea, sendo ela encarregada de construir o ninho, incubação dos ovos e cuidar dos filhotes.
Alimentação: Alimenta-se de pequenos insetos e vermes marinhos (poliquetos, nemertinos, etc...)





Para saber mais: Maçarico-acanelado
Pode ser encontrada no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha do Talhamar, Trilha das Figueiras e ponta sul do parque.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Príncipe

O príncipe (Pyrocephalus rubinus) é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Recebe outros nomes comuns, além de príncipe. Na região pantaneira recebe o nome comum de Barão do Melgaço e indica a chegada próxima à festa de São João, no final de junho, quando é mais notado. Podendo ser chamado ainda no município de Barão de Melgaço, assim como na maioria do Pantanal (Poconé, Cáceres) como são-joãozinho. É popularmente denominado de “Sangue de boi” no sul do brasil, assim como “verão” no extremo sul do Brasil, indicando a chegada, por lá, no período em que o tempo esquenta, após o inverno.
Pyros é fogo em grego, e cephalus é cabeça (latim); rubinus, deriva de rubi, a pedra preciosa vermelha. O nome significa “cabeça de fogo rubi”, intimamente relacionado a coloração vermelha da espécie.

Características: O macho, em plumagem de reprodução, é inconfundível. O vermelho vivo da parte ventral contrasta com o dorso escuro. Atrás dos olhos, uma linha escura reforça o contraste e torna-o único. Na fêmea, no macho juvenil e no macho adulto, entre março e julho, a plumagem da região ventral é cinza clara com estrias mais escuras. Barriga com penas levemente róseo alaranjado ou amareladas (juvenis) ou avermelhadas(adulto). A linha escura atrás dos olhos presente, com o dorso em tom escuro, embora menos contrastante do que na plumagem reprodutiva.


Distribuição e Status: São aves migratórias. No inverno, vão da região sul e sudeste do Brasil para a Amazônia e retornam na primavera-verão. São normalmente encontrados aos pares.

Ocorrências no WikiAves


Habitat: Vivem em campos e cerrados. Além das cores, destaca-se por seu hábito de pousar em galhos expostos, cercas e fios. Ocupa os ambientes abertos, desde campos, praias de rio com arbustos até cerrado e bordas de vegetação florestal. Não penetra em áreas com adensamento de vegetação. Utiliza ambientes criados pelas mãos humanas, sendo notável e jardins e parques urbanos. Ainda pode ser observado na periferia de cidades.
Reprodução: Se reproduzem na primavera ao retornarem da migração. O ninho tem forma de tigela chata e é revestido por raízes e musgos, e no interior contém painas e lãs. Colocam de 4 a 5 ovos. No período reprodutivo, o macho adquire coloração vermelha da plumagem, e após a reprodução ele adquire penas marrons, características do descanso sexual. São chamadas popularmente de verão, pois são residentes do verão. No período reprodutivo o macho voa adquirindo aspecto de uma borboleta e nessa ocasião canta bastante.
Alimentação: Alimentam-se de insetos capturados no ar ou no solo. Daí retornando ao poleiro favorito. 
Para saber mais: Príncipe
Pode ser encontrada no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, próximo a Mata de Restinga na Trilha das Dunas, Trilha do Talhamar e Trilha das Figueiras e Ponta Sul do parque.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Viuvinha-de-óculos

A viuvinha-de-óculos é uma ave passeriforme da família Tyrannidae
Características: Mede de 13 a 16 centímetros. O macho apresenta extensa área nua ao redor dos olhos.


Distribuição e Status: Ocorre no Rio Grande do Sul. Também é encontrado de Santa Catarina até o Rio de Janeiro e no oeste do Mato Grosso.
Movimentos migratórios foram registrados na Argentina e no sudoeste do Paraguai, na fronteira com o Brasil, assim como fazem outros pássaros migratórios durante o inverno austral. 

Ocorrências no WikiAves


Habitat: Habita os banhados, brejos, juncais e taboais litorâneos.
Reprodução: Durante o acasalamento, o macho exibe-se em voo sobre áreas abertas.
Alimentação: Captura insetos ficando próximo ou sobre o solo, e corre sobre bancos de lama.

Para saber mais: Viuvinha-de-óculos
Pode ser encontrada no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Dunas, Trilha do Talhamar e Trilha das Figueiras.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cisne-do-pescoço-preto

O cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus) é uma ave anseriforme da família Anatidae. O maior inimigo dessa ave é o homem, por causa da caça predatória e das modificações ambientais. É o único cisne sul-americano.
Características: Ave de rara beleza, plumagem totalmente branca, com o pescoço e a cabeça negros. Vive em bandos e nidifica dentro das lagoas, longe das margens. Ao nascer, os filhotes apresentam penugem branco-acinzentada. Vive aproximadamente 25 anos. 


Distribuição e Status:
Sua área de ocorrência é o sul da América do Sul. 

Ocorrências no WikiAves

Habitat: Habita lagos, lagunas e pântanos. Vive aproximadamente 25 anos. É onívoro.
Reprodução: O ninho é construído pelo casal. Bota de 2 a 5 ovos que eclodem após 35 dias de incubação.
Alimentação: Alimenta-se de vegetais e invertebrados aquáticos.

Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no setor do Ruivo, Véia Terra e ponta sul do parque.

Para saber mais: Cisne-do-pescoço-preto

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quero-quero

O Quero-quero (Vanellus chilensis) é uma ave Charadriiformes da família Charadriidae.
Características: Mede 37 centímetros, peso 277 gramas. Possui um esporão pontudo, ósseo, com 1 centímetro de comprimento no encontro das asas, uma faixa preta desde o pescoço ao peito e ainda umas penas longas (penacho) na região posterior da cabeça, tem um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem. A íris e as pernas são avermelhadas. O esporão é exibido a rivais ou inimigos com um alçar de asa ou durante o voo. Macho e fêmea são semelhantes.
Voz: “tero-tero”. Esse som é emitido dia e noite.


Distribuição e Status: O quero-quero é uma ave tí­pica da América do Sul, sendo encontrado desde a Argentina e leste da Bolívia até a margem direita do baixo Amazonas e principalmente no Rio Grande do Sul, no Brasil. Habita as grandes campinas úmidas e os espraiados dos rios e lagoas.

Ocorrências no WikiAves
Habitat: Costuma viver em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, frequentemente longe d'água. O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domí­nios. É uma ave briguenta que provoca rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As capivaras tiram bom proveito da convivência com o quero-quero, pois, conforme a entonação, o grito dessa ave pode significar perigo. Então os grandes roedores procuram refúgio na água.
Essa característica faz do quero-quero um excelente cão de guarda, sendo utilizado por algumas empresas que possuem seu parque fabril populado por estas aves.
Reprodução: Na primavera, a fêmea põe normalmente de três a quatro ovos. Nidificam em uma cavidade esgravatada no solo; os ovos têm formato de pião ou pêra, forma adequada para rolarem ao redor de seu próprio eixo e não lateralmente, sendo manchados, confundindo-se perfeitamente com o solo. Quando os adultos são espantados do ninho fingem-se de feridos a fim de desviar dali o inimigo; o macho, torna-se agressivo até mesmo a um homem. Os filhotes são nidífugos: capazes de abandonar o ninho quase que imediatamente após o descascamento do ovo.
Alimentação: O quero-quero se alimenta de invertebrados aquáticos e peixinhos que encontra na lama. Para capturá-los, ele agita a lama com as patas para provocar a fuga de suas presas. Também se alimenta de artrópodes e moluscos terrestres.


Para saber maisQuero-quero
Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe em todas as trilhas de acesso do parque.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Capororoca

O capororoca (Coscoroba coscoroba) é uma ave anseriforme da família Anatidae. Também conhecido como cisne-coscoroba ou coscoroba.
Características: Apresenta dimorfismo sexual quanto ao tamanho, sendo a fêmea menor que o macho. Mede de 90 cm a 115 cm (machos) e de 63 a 68 cm (fêmeas), os machos pesam 4,6 kg e as fêmeas 3,8 kg; a envergadura das asas é de 2 metros. Possui uma plumagem branca com a ponta das asas negras; o bico e os pés são vermelhos. O capororoca é um enigma em termos de evolução. Comparado aos seus parentes mais próximos, não pode ser classificado como ganso, pois é muito grande e de hábitos diferentes. Dessa forma, os biólogos o classificam como cisne. Pode viver até 25 anos. 


 Distribuição e Status: Ocorre na América do Sul, da Patagônia (Argentina) e Chile ao Paraguai e Brasil; no Rio Grande do Sul e Santa Catarina (no inverno chegam até a região Centro-Oeste do país). 

Ocorrências no WikiAves

Habitat: Habita lagos e pântanos e banhados próximos ao mar, com pouca profundidade e sem muita correnteza, com vegetação alta que ofereça segurança. Possui preferência por lagos de água doce, mas também vivem em água salobra. Em território nacional, podem ser vistos nas praias salgadas.
Reprodução: O ninho é grande, devido ao tamanho do animal, e é produzido individualmente ou em colônias, feito no solo sobre a vegetação alta (Com capim e o centro coberto com plumas), sempre próximo à água. A fêmea põe de 4 a 6 ovos, excepcionalmente podendo colocar até nove, e o período de incubação é de 35 dias.
Alimentação: Onívoro, alimenta-se de vegetais, insetos e pequenos animais. Para caçar, eles enfiam metade do corpo dentro da água nas margens rasas de lagos e rios.


Para saber maisCapororoca
Pode ser encontrada no Parque Nacional da Lagoa do Peixe nos banhados do Setor do Ruivo, Véia Terra, Trilha das Dunas e Ponta Sul do parque.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Maçarico de papo vermelho

O maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus) é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae. Existem 5 subespécies. A que ocorre sazonalmente no Brasil é a rufa. A espécie, principalmente a subespécie rufa, encontra-se em perigo iminiente de extinção devido a queda populacional rápida e recente. Um dos principais fatores para essa queda é a super-exploração do caranguejo-ferradura na Baía de Delaware, nos EUA, onde cerca de 80% da população faz uma parada para se alimentar antes de continuar a migração ao Ártico para reprodução. As aves alimentam-se dos ovos desses crustáceos, porém sem conseguirem se alimentar direito muitas não acumulam energia suficiente e morrem pelo caminho. Muitas outras também desaparecem na migração da América do Sul à Baía de Delaware.
Um dos principais pontos de invernada da espécie é na Baía Lomas, no sul da Argentina. Lá são feitas contagens anuais da espécie. Em 1989 haviam 53 mil indivíduos, em 2010 contaram 16 mil e em 2011 menos de 11 mil.
Características: Mede cerca de 24 cm de comprimento. Caracteriza-se pelo bico fino e pelas patas esverdeadas. A plumagem de inverno é essencialmente acinzentada, mas na primavera os adultos adquirem um tom cor-de-laranja.



Distribuição e Status: As diversas subespécies ocorrem praticamente no mundo todo. A subespécie que ocorre aqui (rufa) migra do Círculo Polar Ártico ao sul do Brasil, Uruguai e da Argentina, sempre em regiões costeiras e nunca dentro do continente.

Ocorrências no WikiAves

Habitat: Frequenta sobretudo zonas estuarinas de solo macio, como algumas praias e principalmente baixios de lama/areia. Esta espécie pode formar bandos enormes, de até 10 mil aves. Alimentam-se tanto de dia quanto de noite. Migram enormes distâncias entre os hemiférios sul e norte, com pouquíssimas paradas. No Brasil um dos locais mais importantes de parada é a Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul.
Reprodução: Nidifica nas regiões árticas. Monogâmico e solitário. Não é territorial. Pares bem espaçados, normalmente um casal por km2. Faz o ninho no solo de tundra ou pedras, geralmente próximo a uma moita de vegetação. Bota 3 a 4 ovos, com intervalos de 1 ou 2 dias entre cada um. Incubação demora 21 a 22 dias e é feita por ambos os sexos. As fêmeas deixam o ninho e partem em migração sul imediatamente após os ovos eclodirem. O macho permanece cuidando dos filhotes. Torna-se maturo provavelmente em torno de 2 ou 3 anos.
Alimentação: Sua dieta varia de acordo com a estação do ano: nos territórios de reprodução no Círculo Polar Ártico a espécie alimenta-se principalmente de insetos adultos e larvas (Diptera, Lepidoptera, Trichoptera, etc). Durante as migrações e áreas de invernada alimenta-se principalmente em ambientes costeiros, especialmente baixios de areia/lama e também em praias. Os principais itens consumidos nestes locais são moluscos gastrópodes e bivalvos, embora também utilize crustáceos pequenos, anelídeos e insetos. Mais raramente pode comer pequenos peixes e sementes. Na migração ao norte alimenta-se quase que exclusivamente de ovos do caranguejo-ferradura na Baía de Delaware.


Para saber mais: Maçarico-de-papo-vermelho
Pode ser avistado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe na orla marítima, baia dos canutus, barra da lagoa do peixe e ponta sul do parque, chegando no mês de setembro e indo embora no mês de abril, eventualmente pode ser avistado o ano todo.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cardeal

O cardeal (Paroaria coronata) é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como cardeal-do-sul.
Características: Mede 18cm de comprimento. Pássaro de extraordinária beleza física e sonora. Por estas características é um pássaro muito caçado. Não há dimorfismo sexual. Imaturo pardacento, com topete ferrugíneo.


Distribuição e Status: Ocorre nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Foi introduzido na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo.

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Habitat: Assim como a maioria dos pássaros canoros, formam bandos na época de muda. Vive em bordas de arrozais, campos com vegetação alta e bordas de matas.
Reprodução: Os cardeais são territorialistas no período de reprodução. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
Alimentação: Alimenta-se de grãos.



Para saber mais: Cardeal
Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Figueiras, Trilha das Dunas e Trilha do Talha-mar.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Curicaca

A curicaca (Theristicus caudatus) é uma ave da ordem dos Pelecaniformes da família Threskiornithidae. Seu nome popular é onomatopéico, semelhante ao som do seu canto, composto de gritos fortes. Conhecida também como despertador (Pantanal), carucaca, curicaca-comum, curicaca-branca e curicaca-de-pescoço-branco. 
Características: Distinguível pela coloração clara, asas largas e bico longo e curvo. Apresenta o dorso cinzento-claro, com brilho esverdeado, rêmiges e retrizes pretas; parte das coberteiras superiores das asas é esbranquiçada, formando uma mancha clara no lado superior da asa, visível durante o vôo. O macho costuma ser um pouco maior que a fêmea, atingindo 69 cm de comprimento e cerca de 143 cm de envergadura.



Distribuição e Status: 
Presente em grande parte do Brasil onde haja vegetação aberta e lagoas, campos em solos pantanosos ou periodicamente alagados, como na Ilha de Marajó (Pará) no Pantanal, Ceará. Encontrada também no Panamá e, localmente, em todos os países da América do Sul até a Terra do Fogo, na Argentina, inclusive na região dos Andes.

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Habitat: Vive geralmente em bandos pequenos ou solitária, procurando alimento em campos de gramíneas ou em alagados. É diurna e crepuscular. Anda em pequenos grupos, que à noite se empoleiram nas árvores. Gosta de planar a grandes alturas.
Reprodução: Costuma pôr de dois a quatro ovos, em ninhos de gravetos nas árvores ou mesmo grandes rochas nos campos. Os ninhos formam colônias numerosas durante o período de reprodução. Habitam campos secos e alagados e pastagens.
Alimentação: Alimenta-se durante o dia e também ao pôr-do-sol. Tem alimentação variada, composta de insetos e larvas, centopéias, pequenos lagartos, ratos, caramujos, insetos, aranhas e outros invertebrados, anfíbios e pequenas cobras,e até mesmo passaros menores . Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa. É um dos poucos predadores que não se incomodam com as toxinas liberadas pelo sapo (Bufo granulosus), por isso este anfíbio pode fazer parte de sua dieta.


Para saber mais: Curicaca



Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe na Trilha das Figueiras, também no entorno do parque no Município de Tavares. Podendo ser observado em antenas e pequenas matas de eucalipto em que as utiliza para dormitório. Seu primeiro registro nas imediações do PNLP foi feito em fevereiro de 2007 no Município de Tavares, a partir de informações de moradores.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cardeal do banhado

O cardeal-do-banhado (Amblyramphus holosericeus) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Também conhecido por capitão, do-re-mi, joão-pinto-do-brejo e soldado. 
Características: Possui aproximadamente 23cm. Bico extremamente pontiagudo, asas largas e cauda comprida. Negro, cabeça, peito e calças escarlates. O indivíduo jovem apresenta cor de fuligem uniforme.
Manifestações Sonoras: Voz: “tjac”, “tjat-tjat”. O pio forte “uiit”. 


Distribuição e Status:
Da Argentina à Bolívia, Paraguai e Uruguai. No Brasil, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Tocantins.

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Habitat: Pântanos com água profunda, tabuais e juncais, beira de canais e rios com densa vegetação paludícola. Voa com certa dificuldade.
Reprodução: Faz um ninho fechado com entrada lateral.
Alimentação: Com as pontas de suas mandíbulas, martela igual a um Pica-pau, sobre vegetais fofos, depois “espaça” e tira a comida (frutas ou bichinhos).



Para saber mais: Cardeal-do-banhado

Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe durante todo o ano em banhados com juncos, na Trilha das Dunas e setor do Ruivo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Jaçanã

O jaçanã (Jacana jacana), do Tupi ñaha´nã é uma ave das porções Oeste da América do Sul, charadriiforme, da família dos Jacanidae. Também são conhecidas pelos nomes de aguapeaçoca, cafezinho, casaca-de-couro, ferrão, japiaçó, japiaçoca, marrequinha, menininho-do-banhado, nhaçanã, nhançanã, nhanjaçanã, piaçó, piaçoca, pia-sol e Narceja. Em certas regiões do Sul do Brasil é também conhecida por asa-de-seda.
Dá nome a um bairro famoso da cidade de São Paulo, eternizado na canção “trem das onze” de Adoniram Barbosa. Em certos lugares da África e da Austrália, as espécies de jaçanã são conhecidas como “Jesus bird”, porque parecem andar em cima da água!
Características:  Uma das aves mais comuns nos brejos e margens de rios, possui os pés enormes para seu tamanho. Além de ter os dedos longos e finos, também as unhas são muito compridas. No dedo que fica para trás, a unha é mais longa do que o próprio dedo. Esse arranjo possibilita suas caminhadas sobre as plantas aquáticas, dividindo o peso do corpo em uma larga base. Anda e corre pelas folhas das plantas boiando como se estivesse em chão seco.
Medem cerca de 23 cm de comprimento, possuindo plumagem negra com manto castanho, bico amarelo com escudo frontal vermelho, rêmiges verde-amareladas, encontro com um afiado esporão vermelho. Sua plumagem juvenil é toda branca embaixo, com as costas marrom acizentado e parte superior do pescoço e cabeça escuros. Uma listra branca inicia-se sobre os olhos e estende-se pela nuca e parte de trás do pescoço. As longas penas das asas amarelas, como no adulto, formam a única característica comum entre as duas plumagens. Parecem pertencer a outra espécie. 


Distribuição e Status:
A jaçanã (Jacana jacana Linnaeus, 1766) tem vasta distribuição nas Américas, ocorrendo a partir das Guianas até a Venezuela, Colômbia, Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Peru e Chile (Meyer de Schauensee 1982).

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Habitat: Embora sejam relativamente sociáveis em alguns locais ou épocas do ano, defendem seus territórios contra outras jaçanãs (ou cafezinhos, nome pantaneiro). As fêmeas são particularmente agressivas. Nessas ocasiões voam diretamente para o intruso, emitindo seu peculiar chamado, como uma risada fina e longa. Ao pousarem, para intimidar o invasor, mantêm as asas abertas e esticadas para o alto, destacando as penas longas, amarelas, das asas. Nessa postura, aparece o esporão amarelo do encontro das asas. Através dessas atitudes, intimidam a ave invasora. Ocasionalmente, ocorre luta corporal.
Reprodução: Vive aos casais ou em pequenos grupos, sendo a fêmea maior do que o macho. Em alguns locais, as fêmeas montam pequenos haréns de machos, os quais tomam conta dos ninhos. Os ovos ficam em estruturas formadas por talos de plantas aquáticas, flutuantes. Durante 28 dias são chocados os 4 ovos da postura, sendo papel masculino todo o trabalho de criação. Se alguma fêmea que não seja a esposa do macho aparecer, vai estraçalhar os ovos enquanto o macho só fica olhando, por causa de amnésia, acaba acasalando com ela no final. Os filhotes recém-nascidos andam sobre a vegetação no primeiro dia após nascerem e logo perdem a penugem branca da barriga e castanha das costas. 
Alimentação: Nas plantas, ou logo abaixo delas, encontra os insetos e outros invertebrados de sua alimentação. Come também grãos. 
 
 
 Para saber mais: Jaçanã
Pode ser encontrado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe durante todo o ano em banhados e áreas alagadas, na Trilha das Dunas, Trilha do Talha-Mar e setor do Ruivo

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Colhereiro

O colhereiro (Platalea ajaja) é uma ave pelecaniforme da família Threskiornithidae. Também conhecido como ajajá e colhereiro-americano.

Mundialmente não está ameaçado de extinção, porém encontra-se em perigo em algumas localidades, como no Pantanal e no estado de Minas Gerais. O colhereiro é uma ave indicadora da boa qualidade ambiental, pois é muito sensível e não resiste à poluição e à contaminação do meio ambiente, principalmente da água.
Características: O colhereiro tem um comprimento médio de cerca de 81 cm. O formato de seu bico, que é comprido e possui uma “colher” na extremidade, deu origem a seu nome popular.
 


Distribuição e Status:
Sua distribuição geográfica abrange do Nordeste do Brasil ao Rio Grande do Sul, bem como na Bolívia, Paraguai e Argentina.

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Habitat: Habita ambientes aquáticos, como praias lamacentas e manguezais, e realiza migrações sazonais. O colhereiro, também conhecido por ajajá, é um animal gregário, ou seja, que vive em bandos.
Reprodução: Têm uma parada nupcial elaborada, que inclui batimentos de bico e ofertas mútuas de galhinhos. Ele nidifica em colônias e constrói o ninho com gravetos e talos secos de gramíneas em árvores. As colônias costumam ser mistas, englobando outras espécies de aves, como biguás e garças. A fêmea geralmente realiza a postura de 2 a 3 ovos que são incubados por cerca de 22 dias. Após 6 semanas o juvenil começa a voar e aos 3 anos de idade atinge a maturidade sexual e apresenta a plumagem adulta. Chega a viver entre 10 e 15 anos.
Alimentação: Peneira a água, sacudindo e mergulhando o bico à procura de alimento, dentre eles peixes, pequenos anfíbios, insetos, camarões, moluscos e crustáceos. A presença de algumas substâncias nestes itens alimentares, chamadas carotenóides, dão uma coloração rosada ao colhereiro, que se torna mais intensa na época reprodutiva.

Para saber mais: Colhereiro
Pode ser avistado no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, na Trilha das Dunas, Trilha do Talha-Mar e sul do parque.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ave da semana

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